sábado, 2 de maio de 2009

Prisão Onírica




Eu sou como palavras esquecidas, fotos desgastadas no fundo de um baú. É como se eu fosse algo obsoleto e ainda assim belo, abandonada e cativante. A música que você ouve antes de adormecer emana de mim. Eu sou como o ultimo concerto do violinista, eu sou aquilo que você guardou pra sonhar, sou o seu inconstante medo da realidade, sou aquilo que atiça sua perplexidade, quando você não consegue o que quer. Sou o que você protege, sou aquela que você abraça, e cuida. Sou seu sonho onipresente e realidade distante. Sou aquela que você fitou os olhos, e fugiu por medo de si, sou aquela que você perdeu, mesmo sem notar. Sou quem te odiou, por te querer demais. Sou a mão que te estende, sou os braços que te abraçam, sou os pés que te seguem, sou o amor que te envolve.
Sou quem te ouve quando deve ignorar, sou quem te ama, quando deveria odiar, sou quem sorri,quando deveria chorar.
Sou a pessoa com quem você deve se preocupar? Sou a única que você fez chorar??
EU sou o anjo que te protege, a garota que te idolatra, sou a menina que te ama..
Eu sou a vida pela qual você você chora, sou o amor que você não soube valorizar, sou o filme que você não pôde assistir, sou a piada que você não pôde rir, os amigos que você só quis desprezar, a realidade que você quis ignorar. Eu sou a rosa no espelho que você tenta alcançar.

domingo, 19 de abril de 2009

(Im)Felicidade Contagiante

As vezes é difícil entender como existem no mundo pessoas mais ou tão insatisfeitas(pra não dizer infelizes) quanto eu. Todos nos possuímos uma parte taciturna, que não conseguimos conter. Não sempre, mas ultimamente chorar tem me feito melhor do que escrever, gritar ou falar. Minhas lágrimas, sorrisos e olhares tem representado mais que bem todas as minhas emoções. Tenho tomado atitudes que podem me mudarão, tenho recebido insultos que deixarão feridas que podem nunca se curar. Decidi levar na amizade a minha "relação" com aquele que (ja)mais amei , alimentei esperanças sobre aquele que me tem como um brinquedinho, uma boneca, um artefato colecionável.
Tenho feito maledicências, porém, com inocência, tenho feito por merecer. Não esqueço as ofensas que ouvi, as lições que me foram impostas. Por enquanto, não gosto, mas sobrevivo, mesmo assim..

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Se o que sente é amor..


Sophia queria só mais um momento sozinha, pra refletir sobre tudo, se valia a pena levar em frente aquele relacionamento falido, carregado apenas pelo desejo e pela carência. Não havia mais amor, nem nada deveras significativo, só a simples e fútil vontade de querer ter alguém com quem contar.Pra nos momento de tédio ficar juntos, de ficar abraçado vendo um filme ou qualquer coisa relacionada ao entretenimento só por entreter. Ela sempre quis carinho, mas ele nunca deu sequer atenção. Ele guardou pra si seus esforços e deixou ela pensar que não valia a pena, até porque ele nunca quis que valesse a pena, pra ele era só diversão. Ela sempre o levou a sério,e ele na brincadeira, ele sempre soube que ela o prenderia demais, ou de menos, mas que os dois juntos, não era uma ideia lá muito boa.. Ela se entregou a ele, devotou a ele cada coisa q julgava importante, cada coisa que queria guardar pra si, ou pra alguém que de fato merecesse.Ela achou que pelo bem dele, valia a pena arriscar.Agora estava ali, deitada num canto do quarto, pensando em que decisão tomar,se deveria ou não levar em frente o que não era bom, mas que por enquanto, era necessário...

domingo, 5 de abril de 2009

Só mais uma dose

Só mais um gole desse falso amor, peguei meus sentimentos por ele e guardei numa caixinha, que espero não ter que abrir nunca mais, minhas emoções mais que eu lhe ofereci tão modestamente, e o amor que lhe entreguei tão verdadeiramente, joguei pela janela, e esperei que um caminhão passasse por cima, pra não haver perigo de ele voltar, mas o perdi de vista durante a queda.

-Mari, toma cuidado menina, a gente não pode se entregar assim à alguém com quem a gente nem tem um relacionamento de verdade.

Não me faltaram conselhos me dizendo o que fazer, alguns diziam "Arrisque-se", outros me mandavam esperar. Não por coragem, mas por necessidade, resolvi deixar rolar, senti meu coração bater mais forte, vi o meu mundo girar, senti que ele me amava, se era verdade não sei especificar. Me joguei de vez no precipício do amor, sem medo, com a cara e a coragem, resolvi que valia a pena amar..
Não podia ter medo, ali, naquela hora, o lance era se entregar, e daí?, de que importa quando o chão chegar, pulei sem pára quedas, nem nada que pudesse vir a me salvar, sem medo de tudo acabar.

Cai.
Abri os olhos enfim..

- Mari, o que aconteceu?
-não sei, quanto tempo eu fiquei no ar?
-alguns segundos
-só??
- foi, o chão chegou e você nem percebeu

Quando o sentimento dele, por mim, começou a morrer, eu não percebi, ou preferi não acreditar, quando o amor por ele começou a morrer, eu percebi, quero, porém, não consigo aceitar.

Olhe nos meu olhos e diga se foi ou não, apenas a impressão..
Quando cheguei no chão, ao invés de acordar, comecei a sonhar, e me mantive viva, pelas suas palavras ansiosas por liberdade, e meus sonhos, sustentado por momentos que nunca,de fato, aconteceram.
Só mais uma dose de ilusões, só enquanto eu me adequo à realidade..

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Contrariedade Factual


Minhas palavras, a mim, soam irracionais. Todas as críticas parecem uma única voz, Absorvo tendências, ignoro estatísticas, negligencio obrigações, me alimento de ilusões. Desvendando meus próprios mistério, sobrevivi por (des)ventura, aprisionei meus sonhos, libertei minhas frustrações. Atitudes fúteis revelavam o que realmente me tornei, escondendo a frivolidade por trás de atos falhos. As agressões deixavam em mim convincentes hematomas e profundas cicatrizes na minha alma e consequentemente no meu coração.Tornei-me indiferente à mim e ríspida aos outros.Amei, porém sem fim, chorei, sofri, enfim...
Contrastando aos já citados indiscutíveis fatos, quando amei, fui feliz, quando chorei e sofri, aprendi. Ou seja, posso dizer que apesar de tentar sobreviver, por fim, vivi...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Elocução eloquente

Respiro. Porém meus pulmões são incapazes de sentir o ar, me dediquei arduamente na minha impersistente devoção à você. Procuro através das palavras um modo, mesmo que impreciso, de explicitar aquilo o que sinto, o que penso, o que enxergo. Com um modo inautêntico de escrever, tento mostrar o que para mim parece real.
Meus sonhos e ilusões se perderam num vale de abismos quase imperceptíveis, meu coração bate, descontente, à beira de um precipício, inerente, meu cerébro está inapto para pensar, a razão fui ao meu controle, nada mais está incólume, não há salvação, não para mim...
Fico tão preocupada com meus anseios, em divulgar e discutir conceitos, intituições falidas e idéias falhas, que não percebo a evidente, porém sutil, proximidade do fim. Torno-me cega, sem perspectivas ou objetivos reais.
Fiz-me hipnófoba, por medo dos pesadelos, não consigo ser realmente eloquente, sou abstrata, assim, em mim.
Sou como uma fabulista, só escrevo coisas que no fim, me ensinarão algo, terão alguma moral...
Tenho uma alma inexplorável, pratico atos inexpiáveis, com atitudes inexoráveis, como uma personalidade inexterminável, e textos inextinguíveis..

sábado, 28 de março de 2009

Intrínseco Ciúme


Falhei sadicamente em tentar me conter. O ciúme tomou conta do meu coração, a paranóia, venceu a razão.Como diz o dicionário, ciúme: zelos amorosos, medo de perder o objeto amado,inveja(esse não se aplica a mim ;p).
Mas nessa definição, a palavra q me intriga é "medo", o único sentimento que me esforço, porém, não consigo, expulsar de mim. Tenho medo de amar, quando amo, tenho medo de sofrer, se sou amada, tenho medo de perder.
Tenho inabalável confiança naqueles ao meu redor, mesmo que os mesmo, não retribuam essa mesma lealdade à mim. Devoto aos meus amigos, uma forte paixão, uma devoção incalculável, inexpressível...
E talvez, penso eu, por ser tão fiel, tão leal, tão singular em relação ao amor, em relação a amar, que quando toda essa "paixão"(se assim posso chamar) me é retribuída, tenho imenso medo de perder, de que toda essa atenção, seja devotada à outra pessoa.
É esse o meu problema, querer sempre atenção, só pra mim, querer que amem, só a mim. Porém, odeio que me bajulem, odeio que me devotem todo o seu tempo, toda a sua atenção..
Tão controvérsia e contraditória, meus sentimentos, minhas ilusões e meus ciúmes...
Morro de ciúmes da minha família, tenho um pouco(quase nenhum) ciúme dos meus amigos, e tenho poucos ciúmes de quem está comigo.
O que mais tenho é medo, medo de perder, e ultimamente, meu maior medo é perder,tudo aquilo que eu nem tenho...

terça-feira, 10 de março de 2009


Saí de casa cedo e quis voltar pouco depois
Mas da vida até a morte só se pode andar pra frente
Demorei pra ver beleza na distância entre nós dois
Precisando o que ganhei, o que perdi, inutilmente.
Odiei-te pra não te esquecer, equivoco tolo
Pra não te apagar da mente, te perverti com ira
Quis na sua mediocridade encontrar consolo
Não choro mais por ti e, agora sim, se retira.
Não te relevo, redimo ou perdoo
Mas quanto menor fores não me farás maior
Jogo-te ao vento, ao relento... enfim, vá!
Não te quero o melhor nem o pior
Já não me enterro contigo, empresto a pá.
Ontem acordei e vi a luz de um novo dia
O sol se abriu, a vida voltou a rimar
Quem me vê, quem me via, quem diria?
Rindo de novo da vida, mesmo sem te amar.
Ainda não estou pulando de alegria
Nem vendo a vida em cores, cantarolando
Mas estou ganhando aos poucos o que antes esquecia
Meus amigos, minhas paixões.
Agora sei por onde ando.
E, apesar de você, ainda amo. Veja só que doce ironia!

terça-feira, 3 de março de 2009

Inconstante


Passo as noites sonhando com alguém que não existe. Vivo meus dias odiando o que esse alguém se tornou, Derramo lágrimas sem piedade, deixo escorrer, apenas pra sentir que tenho sentimentos. Choro sem precisar. Aprendi sozinha a lidar com a carência, sem ter que implorar abraços, nem me rastejar só pra ter o mínimo de atenção. Sabendo lidar, ou melhor, aceitar com tranquilidade, a melancolia e a rejeição. Numa vida vazia, rodeada de milhões de pessoas, tão sozinhas, que me impõem regras que nem elas mesmas respeitam. Fecho os olhos para enxergar o mundo, enxergar a mim, tudo é tão lastimável, que não consigo controlar as lágrimas, nem reter meus olhos frustrados. Nunca há ninguém lúcido, ou sóbrio, pessoas embriagadas, que só olham em frente, sem nem mesmo olhar pra trás, sem se importar com os outros, sem se importarem consigo mesmas. É excruciante me olhar no espelho, ver um rosto calmo, tranquilo, doce, mas sem expressão. Ver olhos intensos, nitidamente carregados de lápis tentado, inutilmente, amenizar a dor. Escondo segredos, sufocada pelas mentiras, cegada pelos medos, impossíveis de se conter, o me foge aos pulmãos. Vejo inúmeras máscaras, que escondem os outros, mas revelam o que eu realmente sou: indecisa, complexa, indignada, indecifrável, incontrolável e desconfortável. Constantemente inconstante.