sábado, 9 de janeiro de 2010

Exista!


Hoje quando acordei, a primeira voz que eu ouvi foi a do meu pai, meu pai tão ausente, que nunca me liga, me ligando pra dizer que viria me ver.
Isso me fez pensar na importância das vozes pra mim, tem aquelas que só eu ouço, e converso, e eu as amo, de verdade, são confortantes, eu não me sinto sozinha nem nos mais fortes momentos de solidão.
Eu só fico escutando, conversando, ou ignorando o silêncio e ouvindo o som da minha própria voz, me olhando no espelho, querendo uma imagem pra encarar, e eu tinha, uma garotinha frágil e insone.. sempre lá..

Mas hoje, hoje foi diferente, a voz do meu pai em acordou pra realidade, eu não era mais criança, eu cresci, tenho corpo de mulher, voz de mulher, vida de mulher e eu tenho só 16 anos.
Eu acordei, eu percebi que não sou tão boa e que eu me apaixono só pra não ter que ser ainda mais semelhante à minha amiga que se mostra sempre tão fria.

Eu sou promíscua e por vezes fútil e hipócrita, eu sou assim, por mais que eu não queira..
Agora eu só queria pedir uma coisinha pra ele, aquele que vai me tirar dessa vida infeliz e me fazer mais sensata, que vai jogar na minha cara meus erros e dizer que ama.. eu quero pedir pra ele, uma coisa simples:

Por favor meu amor, exista, exista e me escolha pra ser sua garota, porque eu não sou nada quando estou sozinha, e eu ainda sou muito pouco enquanto você não aparecer pra me ensinar a ser mais. Mesmo que você não chegue num cavalo branco, ou num volvo prateado, pra mim, basta que você exista e me ame..

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

De repente, não mais que de repente

Eles eram um casal feliz.. não um casal exatamente.. mas eram felizes..
Ela acordava com um som da mensagem que dizia 'Eu te amo' e ele dormiu ao som da que dizia ' Eu também'.
Tinham afinidades, inúmeras coisas em comum, tinham amigos em comum, uma vida em comum, o relacionamento em comum, eles eram em suas mentes tudo aquilo que deveriam ser.
Ela tinha a mente presa à ele, ele a dele presa a ela, eles se amava, sim, era amor, não daqueles de tirar o folêgo, mas era amor..

Quando juntos tinham uma ligação quase que inebriante, suas palavras soavam como poesias, cada adeus era uma dor que se estendia até o momento de um encontro que poderia não acontecer, e acontecia, viviam na incerteza do dia seguinte, e sim, eles eram felizes.
Ela era jovem, muito jovem, ele também, tinham que ter muita vida ainda pela frente, tinham que ter muito amor pra viver, momentos a validar, beijos a dar, brigas a criar, reconciliações e quem sabe um fim.
Sim, eles tinham tempo, tinham que ter.
Mesmo que não fosse pra sempre, tinha que ser bom, muito bom, tinha que ser memorável, era um amor infantil, pueril, baseado em mãos dadas e olhares apaixonados..

Estavam juntos, tudo levava a um ultimo suspiro.. e foi o que houve.. e ela partiu..
Eles se conheceram quando ela tinha 15 anos, e ele sempre soube que ela partiria um dia..

I Miss Everything..


Eu sempre tive medo de sentir saudades, de sentir saudades...
Eu tinha receio de perder ou ter que abandonar e o estágio seguinte era a saudade, lembrar dos momentos felizes, e perceber que quer mais, mais uma dose dessa alegria arfante.
Sentindo falta da tarde com as amigas, das noites, das bebidas. Das brigas com a irmã, de um abraço de mãe.
A minha saudade vem do medo de esquecer, e ser esquecida. Existe porque se tem medo de perder e perceber que só tinha por capricho.. ou então que era essencial e que não há como ter de volta.
Quero de volta meus momentos, do que eu sou nesses momentos, e como esses momentos são felizes..
Quero tudo de volta.. ou melhor.. quero tudo preso e colado a mim, não quero perder meus amigos, meus gritos, insultos e afins..
Quero permanecer chorando por ter demais, não quero ter que sentir a falta, quero a onipresença. Eu quero sede de carinho e vida.
Eu não quero sentir saudades, saudade cansa.. e eu esqueço..
Mas.. eu não quero esquecer..

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Por favor..Cativa-me


E foi assim sabe, eu estava lá, ele também, mesmo depois de tudo o que tinha acontecido, eu senti que era o momento de estar ali, com ele, como se fosse a primeira vez em que estávamos juntos, não precisava ser perdoado, eu sentia que tinha que esquecer tudo aquilo que havia nos separado da primeira vez.
E parecia ser certo daquela vez, do jeito que deveria ter sido, sem a pressão dos amigos e dos casais ao redor, era sincero, e ele realmente estava valorizando o momento daquela vez, é como se ele sentisse falta de mim, de me ter por perto e isso era confortante, e me deixava feliz, muito mais que feliz, extasiada.
E agora tudo parecia difícil de dar certo, mas eu não sei porque, esperava e queria que desse certo,mais do que na primeira vez, eu realmente estava envolvida de um jeito não pueril, não esperava nada de mais, mas ficava com cada palavra que ele dizia e guardava-as na mente como cada instante que não consegui registrar na memória.
Consegui me arrepender do que que tinha feito, mas eu não me senti mal, porque ele fez com que eu me sentisse bem, eu vi que ele não tinha a intenção de brincar comigo de um jeito que me chateasse mais do que traições.
E guardava cada conversa como se fosse uma carta, eu estava feliz, mesmo sozinha e sem liberdade, eu estava feliz, porque o tinha, não porque ele estava comigo, mas porque éramos amigos de novo, e mesmo que isso não significasse nada, era bem melhor do que não conseguir olhar pra ele.

domingo, 22 de novembro de 2009

Selo ;D


Meu primeiro selo.. Recebi do 'Anjo Torto', mas acho que não posso mandar de volta, mas valeu Rívia..
Tenho que responder:
Eu já: menti
Eu nunca: me procupei com a diferenças entre mentiras e omissões
Eu sei: diferenciar as coisas
Eu quero: saber mentir, sem magoar, e diferenciar sem julgar
Eu sonho: eu não ter que diferenciar as coisas pra entender o que for
E indicar 5 blogs:
Cacos Avulsos- Giovanna http://cacosavulsos.blogspot.com
O gato que ri- Gabriella http://ogaatoqueri.blogspot.com
Alice no páis das armadilhas- Hamony http://alicenopaisdasarmadilhas.blogspot.com/

'Lucky I'm in love with my best friend'


Essa é verdade, a felicidade expulsa o ar dos pulmões.. É a mais sincera (e pura?) euforia, tão esfuziante de paixão recém-nascida. É assim.. ela não se cansa de olhar para os olhos dele, mesmo que por reflexos. Sem obrigações ela se sente feliz. E ela gosta do toque das mãos dele, e do modo como ele age. Ela gosta, se apaixona, como se por mágica, a cada dia.. E vêm gostando dele a dias demais, ela não deveria, mas é o que ela faz, ela sente saudades, sente o coração pesado de tanto carinho, que supostamente sente por ele, sem ser a obrigação de estar com alguém, e sorte a dela gostar de estar com ele, ele é seu amigo antes de ser sua nova paixão.
Ela sabe que não é assim, recíproco nos pequenos detalhes, ao contrário, é platonicamente cruel, mas ela espera que seja sincero, ele tem fé que é. Ela sabe como é se iludir com o que não existem, e criar sentidos ambíguos pra tudo o que ele diz.. Ela vive, simplesmente vive, e no momento, vive pensando nele.
Ele porém, não sei pensa nela, se não pensa, tem que se esforçar pra fingir que o faz. Ela pode ser promíscua, e carente, mas não é tão frágil e vulnerável, têm príncipios e orgulho.
Mais do que pecados, ela tem coração, tem amor, que por mais em prantos permanece, insiste, em continuar correndo atrás de uma felicidade maldita, que ao invés de fazer feliz, foge.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Sophia má.. muito má..


Sophia nunca pensou que sentiria tanto ciúmes. Desejando o mal de dois amigos que ela amava, mas não gostava (mais) do que eles eram(ou tentavam ser) juntos.
Afinal, eles não tinham futuro, não podiam ter, eram opostos que não podiam se atrair, ela era libertina demais, apesar de ser uma boa amiga. Sophia a conhecia há muito tempo e sabia como ela era, o vício de não gostar de ninguém, saber ser cruel quando quer.
Eu realmente tenho pena de Sophia, tão incapaz, ela o amava desde muito tempo, quem sabe desde o primeiro momento em que o viu, e ainda desejou o bem dele ao lado de todas as outras. Sophia é uma boa amiga, até demais. Maldito momento em que se deixou ser tão passiva.
Sophia é criança, fraca e frágil. Ela não quer o mal deles, mas ela sabe(ou talvez queira)que eles não serão tão felizes assim, juntos.
Mas talvez fosse madura ao ponto de deixa-lo ser feliz..
Afinal, era uma boa amiga, e nunca seria mais do que isso.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

eeh.. *-* de repente.. de surpresa.. sem eu espeerar.. aí quando vier vai ficar mto tempo, tempo o bastante pra eu e ele falarmos 'eu te amo', falar de verdade, tempo o bastante pra eu achar que vai ser pra sempre, tempo o bastante pra eu achar que vou me casar com ele, ou não, tempo demais, mto tempo mesmo, um tempo em que eu vou ser muito feliz, e ele também, tanto tempo, que a eternidade do romance vai durar por muitos dias,meses, ou quem sabe até anos. Tempo que dê pra eu acreditar que ele é o homem da minha vida, e eu a mulher da vida dele, e assim, mesmo que não seja eterno, vai ser pra sempre, e infinito enquanto durar..

Coisinha escrita no msn, enquanto eu falava com uma amiga que ainda achava um namorado tãao bom quanto o dela(que não fosse o dela). E olha que eu nem acredito que casamento dê certo, não acredito em romances perfeitos, em paixões tão intensas quanto as de livros e filmes, mas fazer o que, que mulher não sonha com isso..

p.s: Beejo amiiga que me inspirou essas liinhas ;D

Amizade


Fugindo um poucos dos meus temas habituais. Vim falar de amizade..
Definido amizade: a melhor coisa que eu tenho.. E essa minha amiga da foto, é uma das melhores pessoas que aconteceram na minha vida. Ela é meio grossa as vezes, e meio estúpida, ela é meio arrogante e ríspida.. Mas é minha amiga.. Muita gente(muita gente mesmo) não gosta dela.. Mas hoje é aniversário dela, e eu sei que ela não lerá isso hoje.. se é que vai ler um dia... Mas quis deixar aqui minha singela homenagem à ela, já que não comparecei a comemoração dos seus 18anos menos 1. ;D
Mas assim.. BFF, sabe bem que a nossa amizade é 'Spinal Tap' e eu me esforço o máximo pra te aturar o máximo possível(porque convenhamos, você não eh muito fácil de conviver). Mesmo você tendo que dizer: "Eu te avisei" sempre..
Mas eu nem ligo não.. Já me acostumei..
Mas enfim.. Parabéns.. Tudo de melhor..
Também adoraria receber parabéns no seu blog.. mas sei que é improvável.. mas mesmo assim.. Obrigado por ser minha amiga, e me encaminhar ao caminho da salvação(ou seria perdição?)

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Horas Extremas


Tudo permancia calmo e tranquilo, o silêncio era apenas uma consequência da agonia. Eu adormecia aos poucos, ainda restava esperança por trás daqueles vitrais coloridas.
Naquela altura dos acontecimentos, risos já não eram mais confortáveis, alegrias agudas causavam desconsolo. Lembranças, eram tudo o que restava, entre todos as lágrimas que o orgulho estancou na fonte em explosões de cólera. Minha vida fora mais efêmera do que julgava ter sido intensa. Como o mais breve interlúdio de Mozart.
Espelhos deformantes e límpidos refletiam olhos insones a procura de luz. Diante deles, via-me em meu leito de morte, tão pura quanto um punhal de sacrifício.
Sinto falta de quando meus gestos eram tão ritmados quanto em um balé, desvanecia enquanto pensava nos romances tortos, que passei a vida, tentando endireitar, em vão.
Por fim, senti um súbito frêmito de desistência.
Então.. a morte era assim, anoitecia aos poucos, e eu nem percebi que era o fim..