sexta-feira, 1 de abril de 2011

Já pensou ao menos uma vez que ela chore? Chore mesmo, com direito à lágrimas, soluços, sofrimentos indizíveis, como se sentisse um modo torturante de dor? Nunca pensou, aposto.
Aposto como nunca pensou que talvez ela soubesse das suas traições e as perdoasse porque te amava demais, e se deixava levar pelas suas mentiras porque te amava demais, deixava que você omitisse ela, o amor dela, e o seu amor por ela, porque te amava demais. E talvez ela tenha traído enfim, por te amar mais, por não querer sofrer mais, e mesmo assim, sofreu, chorou e você nem soube, ou soube e não se importou. Ela queria tanto a sua presença, e parecia que você, que ela tanto desejava não a queria tão bem, e poucos sabem o que é querer bem, e ela te queria meu bem, mesmo com as brigas e desavenças, brigava porque não controlava o ciúme e não sabia discutir, brigava porque não queria ser desses casaizinhos felizes e monótonos, de qualquer jeito, ela só te queria perto e sem querer te pôs distante, e vez ou outra você some, se perde dela, reencontra e desespera, ela ainda te ama, mesmo, você sabe o que é gostar? Gostar é se perder nos olhos, se perder nas palavras, descansar até mesmo no som da voz do outro, e ela só no seu sorriso sentia tranquilidade e paz. Mas você não volta, volta? é só a ausência no coração dela, é só saudade na memória dela, são só lágrimas, e se lesse, alguma vez, as palavras dela, ia saber que ela sofre, chora, mesmo quando você sabe se virar muito bem em outros braços, abraços, beijos e devaneios, tem outros amores, outras paixões, ambos seguem adiante, mas ela, ela sempre volta, para seus braços, pra você, e querendo ou não, ela ia sempre até você.
Mas agora ela quer calma, coração tranquilo, ser feliz sem medo ou mágoas, sem chorar. Porque ela, mesmo deixando o amor dela contigo, teve que criar algo pra ela, pra ela se amar, e só te querer de longe, te amar distante, sonhar somente, para evitar mais feridas, e fazer das antigas,cicatrizes e deixar de pensar em algo além de martírios. Seguir em frente, cabeça erguida, remando em lágrimas, e deixando as lástimas pra trás, mas é agua corrente, e é preciso ser forte pra não querer voltar mais.

domingo, 20 de março de 2011

Você quer ser a escolha ou o que sobrou?


E hoje mais do que nunca eu quis ser de verdade, ouvir música de verdade, me perder nos estilos afora, beber garrafas adentro, fumar cigarros aos montes. viver mais do que os 17 anos de vida recomendam. Mas eu nunca entendi muito bem essa minha necessidade de fases, rótulos, quando eu quiser "emo" (haha), punk, roqueira, gótica, revoltada, skatista, hippie, indie, e tudo mais, uma infinidade de inconstâncias que eu mal tive tempo de atravessar com calma, tantas eram elas..
Mas enfim, em algum momento da vida, eu me encontrei bossa nova, mpb, country e rock'n roll.
Agora tenho toda minha liberdade, libertinagem e inconsciência de ser feliz.
Mas eu nunca soube muito bem, o porque dessa necessidade de se aprisionar em rótulos, ou isso, ou aquilo, incapaz de conter dois conteúdos diferentes, inteligência com funk, ou burrice com rock. Todo mundo gosta muito de alimentar seus preconceitos, mesmo dizendo que os detém, eu tenho os meus, na minha percepção são poucos, mas estão ali, são inevitáveis, mas eu evito julgar a partir deles, não gosto de generalizações, preposições fáceis, o mundo vai além de toda essa nossa vã ignorância. As pessoas se perdem dizendo que gostam de determinada vida, de determinado vício, estilo, tribo e tudo mais, quando na verdade somos apenas seres humanos, sujeitos às intempéries da vida e dissonâncias do destino, nada é eterno, como os rótulos são só pra especificar, quando o que vale mesmo é a surpresa, a inconstância e importância das falhas assumidas e dos ecleticismos constantes.
Por muito tempo eu tive medo, se ser estranha, diferente e sozinha, mas hoje ouvi "Flor e espinho" e soube então que não importa o quanto eu queira me adequar às normas, ser comum, usual, normal mesmo seguindo o fluxo que levaria a diferença. Cultura de massa aliena, condena, mais vale ser raro, caro, esperado, aguardado, do que peça de liquidação.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Have you ever see the rain?


Tem chovido, e muito por aqui, no meu carnaval que não houve folia, na minha quaresma que há carne e no meu coração que não há mais nada além de rancor.
Chove meu bem, chove a cada segundo que respiro sem sua companhia, faz assim, acorda meu bem, vem me trazer algo tipo um guarda-chuva, um tipo de capa pra nos manter seguros.
Ou então vem só você, pra esquentar minha pele nesses dias frios, esquentar minha alma, meus olhos, porque a janela só mostra os pingos no vidro, a saudade que bate aqui dentro de mim, sejamos mais francos, eu ainda quero e preciso de você aqui. E a chuva, será que passa?
Será que passam esses meus dias tão sozinha, ouvindo bossa nova, samba, los hermanos e afins?
Será que a chuva não vai bater de novo na porta mesmo se eu resistir a essa depressão que me impregna.
Hein, que dia eu vou acordar mais leve, mais sã, mais consciente pra ser quem eu sou, sem chorar, sem sofrer, sem meus amores e martírios, sem meus amigos e deslizes, sem meus vícios e meus porres, acordar aqui, triste, amarga e sem você?
Pois dia desses eu quis parar pra ver a chuva, ouvir a chuva, ouvir as lágrimas, os pingos, o vento, a brisa fria.
E sabe.. dia desses, eu quis ser um pouco mais feliz, e quis evitar as tempestades, e quis não precisar de você, ou ninguém mais pra me fazer viva.
E então, ah amor, choveu tanto, e tão forte, que eu já nem mais tinha forças pra não olhar, nem pra secar mais nada.
Mas então, como se por mágica, ou o que fosse, eu fiquei só, só e bem, só tinha o cheiro de terra, chão, folhas e corações molhados depois da chuva, eu te amava, me amava, mas não era dependente mais, tinha largado os hábitos e delírios.
Ah, amor, enfim, houve atrás das montanhas um arco íris, e entre nós dois, houve sol.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Ao meu coração,


Ah coração, fique calmo, se entregue à tranquilidade e à monotonia dos amores que hão de vir e virão atrozes, sedentos de atenção e dotados de carência, normais, amores.
E eles hão de vir, e vem, e nesse caso já estão. Ah coração, tome cuidado com os espinhos e se esforce para pular os poços e escapar às armadilhas, cuidado com o meu amor, ele não tem culpa das incertezas da vida.
E nem queira se envolver com esses corações, de amores pesados que não querem sentir, é um bom conselho não é? Apesar de atrasado... você já se perdeu nas piadas dele e se deixou vulnerável demais, me deixou frágil e inquieta no meio de tanta aproximação.
Foi distração sua ou foi coragem? Isso de estar bobo e apaixonado..
Sem contar essa historinha de querer ser fiel, não é da sua natureza, somos uma boa dupla porque sempre fomos desprendidos dessas coisas que firmam os relacionamentos, tinha harmonia, e agora?
Agora você vem querer ficar nesse descompasso sem ritmo, só para ceder aos caprichos do outro coração há dois peitos de distância.
E ainda leva junto o meu amor, na insanidade desse samba doentio, querendo um batimento para chamar de seu.
Se estou brigando? De modo algum, só comentando sua rebeldia, porque você acelera, desacelera, bate, pára, era só ficar quietinho, embalando meu amor com prudência. Mas vai acabar deixando-o aos tratos do dono do coração pesado que não quer sentir.
é coração meu, muito obrigado, e nem vem que agora não adianta chorar, vai coração, vai batendo sem melodia ensaiada, pois enquanto você não está machucado, nem o amor maltratado, ainda dá pra tentar ser feliz, cuidar de outro coração, ter algum em troca, voltar depois, ou não voltar nunca mais.

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post péssimo e velho, devo avisar de uma vez que as próximas virão totalmente fora de ordem.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Campo de Caridade..


Eu costumo confiar, acreditar, nas pessoas, nas palavras, nas ações, e em 17 anos de vida eu nunca quis o mal de ninguém. Com tantos amores que desfaleceram em mágoas, mentiras, traições, mas eu nunca soube como era guardar rancor, não por falta de oportunidade, mas porque minha essência sempre foi pura demais, sem maldade, mesmo a minha promiscuidade é coisa pueril de criança mal mimada.
Eu tive muitos relacionamentos, e inúmeras decepções, um amigo que não soube ser amor, um amor que não quis ser amigo, um amor que só soube ser amante, amante que cai tão bem como amigo. Amigos que mais servem como inimigos, mas eu nunca fui muito boa em julgar pessoas, nem muito eficiente em identificar seus punhais, e se o soube, não quis acreditar.
Quisera eu ser um pouco mais esperta, maliciosa, infantil e vingativa.
E eu acreditei, por 1 mês e pouco acreditei, que podia dar certo, e já ia começando a gostar, do rapaz, do momento, e de toda a relação, apesar dos desaparecimentos sem justificativa, e a minha carência injustificada, e motivada, meu amor abandonado, e eu quis que desse certo, e bem ou mal, eu estava feliz, até mais do que esperei.
Deixei de lado meus amores de volúpia e os que não poderiam ser, pra tentar viver uma paixãozinha na qual eu me perdia em meio às gargalhadas, porque pra minha felicidade era ainda mais bonito quando era ele quem me fazia rir, e ria de mim, eu gostava, uma sensação de euforia, eu gostava, mesmo sendo desigual, eu corria pra ele, e ele nunca estava lá, eu chamava, ele ia, caso contrário, não tinha, e eu não sabia porque..
Até que ontem, só ontem, ele disse que não queria mais, não mais, nunca mais, só quem sabe uma amizade, eu chorei, pra variar, eu sempre choro, e mais me doeram as advertências, 'tome cuidado com seus amigos', porque agora eu sei bem que pintaram em mim a imagem de libertina, com uma promiscuidade que eu nunca vivi.
Sou emocional, passional demais, não sei querer, me apaixonar e cultivar de uma só vez, três existências.
Agora me resta a frustração, porque estou aqui, sozinha, com inúmeras flechas nas costas, sem nem mesmo ter forças pra procurar seus pontos de partida.
Mas sei que vieram de perto, bem perto, e dói, as lágrimas pesadas, salgadas, sem ar aqui eu continuo tentando, me cortaram os braços, as pernas, incapacitaram minhas reações, sem dó.
Minha amizade, é um campo de caridade, e cobre tudo, só não cobre falsidade.
E eu terminei assim, cansada, esperando o que não volta, já que nunca esteve, e quede qualquer jeito também não vem.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Continuidade..

Querido G.,

Eu sinto saudades, sinto mesmo, e sei bem que não deveria, e eu repito isso pra mim mesma todos os dias, toda vez que eu sonho com você, que eu penso em você. Eu fico me punindo por ser tão fraca, e sou mesmo não sou?
A gente esteve junto por tão pouco tempo, e em tão pouco tempo eu já te amava, porque querendo ou não, era amor, tinha que ser...
E eu fui tão feliz, e acho que você também, a gente brigava quase sempre, se desentendia quase sempre, mas a gente era feliz, não era?
E vez ou outra, quando o rapaz desses tempos, me esquece, e fico sozinha, pensando, e quase sempre, penso em você.
'Bom dia meu bem'; 'Boa Noite meu amor'; 'Senti sua falta esse final de semana'; 'Eu te amo sabia?'
Você me dizia, tudo isso e um pouco mais, dois meses G., dois meses, pra que cada dia fosse único, e pra que eu quisesse você aqui, sempre.
'Se eu soubesse lhe contar o que eu sonhei ontem à noite'
Éramos nós G., felizes de novo, abraçados, em fotos, mãos dadas, como era antes, você ainda gostava de me chamar de amor, amor.
Mas e agora? Já que não tem mais nada, só recaídas e declarações constantes, eu te amando, ainda, e você dizendo que também, e continua a mesma desconfiança minha de que não é recíproco. Mas ainda assim, sem futuro, sem passado, a gente insiste em alimentar isso não é? pois não deveríamos.
A gente só sofre, e eu faço tanto esforço pra mão te chamar de amor, meu bem, ou qualquer outra coisa que demonstre carinho, que me faça te querer de volta.. como eu quero e não posso.
Eu sonho como não deveria sonhar, sinto uma falta que não deveria sentir, e é tudo só ausência, porque você não vem, não liga, os nossos corações partidos, ainda ligados, não resistem à aproximação dos corpos, e da volúpia que exalam os nossos costumes, eu te amava. E te dei tudo que de mais puro eu tinha, tudo de mais novo e mais sincero, pra você ver como eu gostava da sua companhia.
Mas você, você sempre me deixou confusa, porque por bem, ou por mal, eu nunca te entendi, e ainda não entendo.
Agora você vem, me abraça, e diz que não tá pronto pra relacionamentos sérios.
Nem eu, acho que nunca estivemos, e não foi daquela vez, nem da outra, e arduamente, nós tentamos, nós voltamos, recaímos, e levantamos, mas não houve êxito, ou vitória, só a frustração que não cessa.
E nos deixamos levar, como se não fosse pra ser assim agora, e quem sabe.. realmente não era. E no futuro talvez, quando ainda formos humanos, e ainda restar um pouco de carinho e lembranças, quando ainda sentirmos saudades, quem sabe num é?
Quem sabe se a gente amadurecer, a gente não se entende, e se satisfaz sem obrigações?
A gente pode ser feliz depois..
Num futuro próximo, ou distante, investindo num amor a longo prazo..
Assim vai durar, cada lembrança, cada momento, os bons ao menos, vão durar...

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Lolita.

Ela tinha medo de gostar dele, de um jeito que não tinha como evitar, já que se envolvia fácil e leve nessas relações efêmeras e sem futuro, e essa mais que qualquer uma, não tinha.
Ele era mais velho, mais forte, mais experiente e com certeza mais a fim. Acho que gostava nela dessas ar de perversão travestida de inocência. Criança se fazendo mulher. Era essa atração, ela via alguém mais velho, mais vivido e que pra melhorar ainda a carregava numa moto que representava toda a revolta que ela não vive.
E passaram pela euforia do primeiro beijo, escondido, abafado, inesperado e a ânsia de um segundo, ansioso, aguardado.
E ela pensou nisso o o dia todo, toda hora, porque era sim, a parte frágil da história. E ele, pensou uma ou duas vezes nela, no jeito dela, e na indiferença que ela fingia. Porque ele era sim, mais promíscuo que ela, sendo a parte aproveitadora da história, se é que ali havia alguma.
Era mais como uma sensualidade dela, uma provocação reprimida. Um desejo insaciável.
Uma paixão que tem que ficar escondida ainda além dos 13 anos que os tornavam tão distantes.
Me lembravam um livro. Ele mais velho, ela tão jovem, ela um pouco mais esperta, e ele quase trôpego de submissão querendo transparecer controle.
Era revigorante o modo como ela o fazia sentir, me lembravam Rússia, Humbert, segredos, alucinações.

Lolita.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Penso, não, penso...


O tempo ficou mudo diante da confusão que era essa questão da verdade. Dizer a verdade, ouvir a verdade, viver verdades. E sorte que ainda resta um pouco de fé. E no entanto, por vezes é tão hipócrita renegar mentira em benefício próprio ou altruísta. Você não tem medo de perder sua fé um dia? De perder a força que te faz acreditar em uma realidade sem provas, não tem medo de se perder em caminhos tão íngremes, sem chegada, margem ou qualquer luz que o faça sentir seguro? Não? Pois eu tenho, tenho receio de perder o pouco que ainda me resta de esperança. A vontade que ainda tenho de liberdade.
E eu tenho medo, de não viver o que ainda resta, de sofre o que ainda falta, de morrer em paz.. ou sem ela. De acordar assustada no meio da noite, em meio aos lençóis e tatear, trôpega, todo o mundo atrás de um momento mais confortável. O meu desespero sincero em ainda manter vivo, mesmo que embriagado, um sopro de fé. E é trabalhoso manter a chama acesa, mesmo agora, quando não passa de uma centelha isolada, quase extinta. E as vezes, só as vezes, aperto o travesseiro e penso, não, penso, e por vezes rezo, sem desespero, só por conforto, e me escondo nas fendas e esferas de mim, e permaneço na espera do afago divino que não sinto e não vem, mas que há. Mas meu esforço acalenta, e eu sonho porque me dói seguir sozinha, sem fé alguma, só por mim. Não compensa, não progride, porque sem a paciência da espera e a inconstância da crença, em mim, seguir adiante, não funciona.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010


Eu sinto falta, falta do amor ao menos. De você me levar até em casa, de mãos dadas, coração aberto.
Eu sinto sua falta, não consegui sentir saudades, porque é como se você ainda estivesse aqui, no coração, e na mente.(ah! que vontade de olhar nos seus olhos de novo)
Ainda chove as vezes, e me machucam as memórias, dói tanto que nem dói mais, como se a dor fosse sua própria anestesia.
Mas ainda há esperança, não há? Se a gente mudar, tentar mais uma vez, deixar as lágrimas rolaram, as palavras fluírem e não evitar os abraços(e que sabe beijos).
reconciliação amor, deixar de lado o fim, rever nossas atitudes e mudar, pois sem mudança não há progresso.
Mas se o amor ainda for frágil, as diferenças tão exatas e tudo permanecer igual, não adiantou sofrer, não adiantou chorar. Já que vai ser assim, não compensa, só deixar pra lá, seguir com os sentimentos disformes e desamparados, mas seguir.
Não desistir, mas dar um tempo amor, até resolvermos crescer, só até aprendermos a amar, aí a gente pode tentar de novo, de verdade dessa vez, isso é, se ainda pudermos ser chamados de 'nós'.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O "fim"...


Eu não queria sentir vergonha. E eu tenho tanto medo de tudo ter sido um erro. Eu acho que te amava, ou não, é difícil explicar, a gente poderia ter sido feliz, e o fim poderia ter sido menos constrangedor..
Eu vou sentir sua falta, e sei bem que sou
promíscua demais pra sua falta de confiança.. Doeu tanto, uma dor tão aguda no peito e olhos apáticos, então amor, eu não chorei. Eu nunca choro, não no fim, não no momento da perda. Eu sofro por dias, semanas ou meses, sem voz, com o coração maltratado, dividido e mesmo assim, desprezado. Incapaz de ser feliz.
As vezes eu penso se não me fizeram capaz de sentir demais.
Foi tão triste o nosso fim. Será que era paixão de verdade, ou nos levamos a diante por
conveniência e obrigação?
O fim foi triste, sadio, quase bonito, pra manter ainda nosso romance adormecido, sem liquidar, só
dopar e acordá-lo mais pra frente..foi assim?
Só o nosso silêncio faz mal, nos falta dizer algo que nos conforte, ou que nos confronte, mas temos que ter algo a dizer, e temos, não temos? pelo menos, deveríamos.
Eu sinto sua falta, anseio sua volta, lamento meus erros, eu não sei
mudar
Eu não te deixo, me chamam, eu espero, respiro, penso que é você, sua voz, seus olhos, seu jeito, chamam de novo, abro as janelas, ainda guardo seu espaço no coração, queria que fosse você, mas não,
não era...


p.s: encontrei nossa música, e sinto que ela definiu nosso fim. (Ainda é cedo- Legião Urbana)