terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Lolita.

Ela tinha medo de gostar dele, de um jeito que não tinha como evitar, já que se envolvia fácil e leve nessas relações efêmeras e sem futuro, e essa mais que qualquer uma, não tinha.
Ele era mais velho, mais forte, mais experiente e com certeza mais a fim. Acho que gostava nela dessas ar de perversão travestida de inocência. Criança se fazendo mulher. Era essa atração, ela via alguém mais velho, mais vivido e que pra melhorar ainda a carregava numa moto que representava toda a revolta que ela não vive.
E passaram pela euforia do primeiro beijo, escondido, abafado, inesperado e a ânsia de um segundo, ansioso, aguardado.
E ela pensou nisso o o dia todo, toda hora, porque era sim, a parte frágil da história. E ele, pensou uma ou duas vezes nela, no jeito dela, e na indiferença que ela fingia. Porque ele era sim, mais promíscuo que ela, sendo a parte aproveitadora da história, se é que ali havia alguma.
Era mais como uma sensualidade dela, uma provocação reprimida. Um desejo insaciável.
Uma paixão que tem que ficar escondida ainda além dos 13 anos que os tornavam tão distantes.
Me lembravam um livro. Ele mais velho, ela tão jovem, ela um pouco mais esperta, e ele quase trôpego de submissão querendo transparecer controle.
Era revigorante o modo como ela o fazia sentir, me lembravam Rússia, Humbert, segredos, alucinações.

Lolita.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Penso, não, penso...


O tempo ficou mudo diante da confusão que era essa questão da verdade. Dizer a verdade, ouvir a verdade, viver verdades. E sorte que ainda resta um pouco de fé. E no entanto, por vezes é tão hipócrita renegar mentira em benefício próprio ou altruísta. Você não tem medo de perder sua fé um dia? De perder a força que te faz acreditar em uma realidade sem provas, não tem medo de se perder em caminhos tão íngremes, sem chegada, margem ou qualquer luz que o faça sentir seguro? Não? Pois eu tenho, tenho receio de perder o pouco que ainda me resta de esperança. A vontade que ainda tenho de liberdade.
E eu tenho medo, de não viver o que ainda resta, de sofre o que ainda falta, de morrer em paz.. ou sem ela. De acordar assustada no meio da noite, em meio aos lençóis e tatear, trôpega, todo o mundo atrás de um momento mais confortável. O meu desespero sincero em ainda manter vivo, mesmo que embriagado, um sopro de fé. E é trabalhoso manter a chama acesa, mesmo agora, quando não passa de uma centelha isolada, quase extinta. E as vezes, só as vezes, aperto o travesseiro e penso, não, penso, e por vezes rezo, sem desespero, só por conforto, e me escondo nas fendas e esferas de mim, e permaneço na espera do afago divino que não sinto e não vem, mas que há. Mas meu esforço acalenta, e eu sonho porque me dói seguir sozinha, sem fé alguma, só por mim. Não compensa, não progride, porque sem a paciência da espera e a inconstância da crença, em mim, seguir adiante, não funciona.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010


Eu sinto falta, falta do amor ao menos. De você me levar até em casa, de mãos dadas, coração aberto.
Eu sinto sua falta, não consegui sentir saudades, porque é como se você ainda estivesse aqui, no coração, e na mente.(ah! que vontade de olhar nos seus olhos de novo)
Ainda chove as vezes, e me machucam as memórias, dói tanto que nem dói mais, como se a dor fosse sua própria anestesia.
Mas ainda há esperança, não há? Se a gente mudar, tentar mais uma vez, deixar as lágrimas rolaram, as palavras fluírem e não evitar os abraços(e que sabe beijos).
reconciliação amor, deixar de lado o fim, rever nossas atitudes e mudar, pois sem mudança não há progresso.
Mas se o amor ainda for frágil, as diferenças tão exatas e tudo permanecer igual, não adiantou sofrer, não adiantou chorar. Já que vai ser assim, não compensa, só deixar pra lá, seguir com os sentimentos disformes e desamparados, mas seguir.
Não desistir, mas dar um tempo amor, até resolvermos crescer, só até aprendermos a amar, aí a gente pode tentar de novo, de verdade dessa vez, isso é, se ainda pudermos ser chamados de 'nós'.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O "fim"...


Eu não queria sentir vergonha. E eu tenho tanto medo de tudo ter sido um erro. Eu acho que te amava, ou não, é difícil explicar, a gente poderia ter sido feliz, e o fim poderia ter sido menos constrangedor..
Eu vou sentir sua falta, e sei bem que sou
promíscua demais pra sua falta de confiança.. Doeu tanto, uma dor tão aguda no peito e olhos apáticos, então amor, eu não chorei. Eu nunca choro, não no fim, não no momento da perda. Eu sofro por dias, semanas ou meses, sem voz, com o coração maltratado, dividido e mesmo assim, desprezado. Incapaz de ser feliz.
As vezes eu penso se não me fizeram capaz de sentir demais.
Foi tão triste o nosso fim. Será que era paixão de verdade, ou nos levamos a diante por
conveniência e obrigação?
O fim foi triste, sadio, quase bonito, pra manter ainda nosso romance adormecido, sem liquidar, só
dopar e acordá-lo mais pra frente..foi assim?
Só o nosso silêncio faz mal, nos falta dizer algo que nos conforte, ou que nos confronte, mas temos que ter algo a dizer, e temos, não temos? pelo menos, deveríamos.
Eu sinto sua falta, anseio sua volta, lamento meus erros, eu não sei
mudar
Eu não te deixo, me chamam, eu espero, respiro, penso que é você, sua voz, seus olhos, seu jeito, chamam de novo, abro as janelas, ainda guardo seu espaço no coração, queria que fosse você, mas não,
não era...


p.s: encontrei nossa música, e sinto que ela definiu nosso fim. (Ainda é cedo- Legião Urbana)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Me adapto...


Me adapto, sem deixar expor nem mesmo o mais simples sinal de queixa, me adapto às suas brincaderinhas sem graça, que só me fazem sentir mais taciturna, me adapto aos seus delírios de álcool e cigarro. Me engraço nas suas graças de não saber me fazer rir. Me perco nos nossos desvarios de casal quase inocente em meio às conversas sem nexo e lugares ocultos.
Me esqueço dos passos, das regras, das prevenções, somos só nós dois, você preso nesse nosso caos de achar que se ama e eu tentando te ajudar a assumir que sou sua.
Qual o nosso problema, será que nos adaptamos tão mal aos nossos defeitos? A sua promiscuidade somada a minha promiscuidade, a minha ingenuidade dividida pela sua,minha, nossa volúpia. São tantas contas que fizemos um com outro, por conta dos ajustes que não podemos evitar. Deixa de lado as mentiras, que contamos pra mim, pra você, as mentiras dela, as mentiras que contou pra ela.
Me deseja a felicidade meu bem, contigo ou só com a sua lembrança, sem que desviemos nossos caminhos por conta de tudo o que passamos juntos. Eu me importo, mais do que você se importa, mais do que você gosta mais de mim.
Me deseje a felicidade, longe do amor de tantos rapazes que mantenho em conserva. Se demonstre tão imerso em nós quanto eu em ti.
Mostre pra mim que a eternidade eh possível e que existe algo além da nossa vã consciência crítica.
Sonhe comigo tantas noites quanto eu sonho contigo, vive comigo, me entregue tuas mãos pra que eu ande mais tranquila, caminhe do meu lado, sem medo, sem vergonha, só por me querer por perto.
Se adapte às minhas músicas loucas, que tem seus gritos exacerbados ou suas melodias calmas demais, eu me adaptei ao seu gosto, seu jeito, adapte-se aos meus costumes.
Acelera mais um pouco meu coração, faz suar minhas mãos e tremer as pernas, faz de nós um amor um pouco mais diferente e mais comum.
Faz desse texto algo menos parecido com uma oração, e nos torna um pouco mais alegres, mais nós.
Você me disse que o coração nos diz o que é certo, e eu digo amor, que não há nada mais certo que nós.


"Adapte-me ao seu Ne me Quitte Pas"

sábado, 14 de agosto de 2010

Talvez seja necessário um tempo

Estavam meio perdidos, em meio à 'Eu te amo'(s) sem credibilidade, amassos no escuro, mãos vorazes, vontades inéditas.
Ela estava confusa, como sempre, afinal, era ela, não se podia esperar de alguém tão previsível algo que não fosse à confusão.
Devo dizer que ela sempre se esforçava pra agradá-lo. Talvez gostasse dele, dos seus olhares dispersos, e suas brincadeiras que quase a faziam chorar. Talvez ela gostasse do toque das mãos dele sobre as suas, do toque dos dedos sobre sua pele, e o que arranhava sua barriga.
Talvez gostasse mesmo do modo suave e rude com que ele beijava seus lábios, do modo bruto como ele a empurrava sobre a parede, a prendia entre seus braços, o jeito como ele mordia seu pescoço, a forma como a tinha em seus braços e o clima despretensioso como prendia seu coração.
E apesar de tudo, ela sentia, às vezes, ele tão distante, como se não quisesse demonstrar, se gostava dela, talvez por medo, de se expor ou de ter que mentir.
Talvez a exposição fosse um pouco mais acalentadora, mas a mentira também bastaria.
Iria mascarar ao menos a indiferença por trás dos olhares. De ambos.
Mas veja bem, ele queria momentos de euforia, em que os carinhos haveriam de ser mais ferozes, mas ela ainda queria tempo. Não que não o desejasse, o queria, e muito.
Mas pra se amar tanto assim, não tem que existir confiança? Pra se ter confiança, não tem que amar? E me desculpe dizer, não tinham nenhum dos dois, e se tinham não era de modo consciente, responsável. Não eram responsáveis. Não pra mim.
E quais seriam enfim a consequências de um ato tão impulsivo e precoce? Ela só queria ser feliz. E ele, bem, não sei bem o que quer, nem sei se ele quer algo, algo concreto, algo de verdade. Algo além de dias juntos e prazeres momentâneos. Até porque não eram um casal convicto, desses que se beijam publicamente, se olham a todo o momento e andam de mãos dadas, talvez porque ambos achassem que isso constrangesse o outro. Ou talvez porque achassem cedo demais, mas nunca se é cedo ou tarde para demonstrações públicas de carinho. É tudo uma questão de tempo, tempo tátil, tempo hábil, tempo útil, sabe como é?
Talvez eles não tivessem tempo, ou experiência, o fato é, não sabiam bem como agir, ela por querer mais devagar, ele por querer mais rápido. Destoavam até mesmo no ritmo, já que já eram diferentes em quase tudo, na idade, na série escolar, nos gostos, no jeito. Fora inesperado que se dessem tão bem, e que fossem tão queridos um pelo outro.
Talvez ele devesse esperar, ou ela devesse ceder, talvez devessem tentar, ou quem sabe deveriam desistir agora, quando os corações ainda estão intactos por essa relação tão obviamente relativa.
Talvez fossem maduros, pudessem dispensar o tempo, dispensar as brigas que viriam, dispensar os votos e lutos por momentos que seriam memoráveis ou não, ou quem sabe viver tudo. Holanda, Espanha, tinham planos tão longínquos pra uma paixão que surgira há algumas semanas e por amor que não nascera há nem um mês.
Talvez isso, talvez aquilo, talvez devessem só tentar, deixar acontecer.
Pra talvez confirmar que a verdade seja, que talvez sejam jovens demais para saber amar.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Escolhas..


Um amigo me disse pra te mandar escolher, mas se me diz amor, se eu te pedir que faça tal escolha, seria mesmo capaz de escolher a mim? Tem mesmo certeza que é de mim que você gosta, e que são minhas as mãos que você sonhou junto às suas? Não é ela? Ela que você ama e quer ao seu lado, ela que há 7 meses você trai, ela que a uma semana você troca, por mim?
Se eu te mandar escolher, as lágrimas não vão rolar pelo meu rosto ao ter certeza de que era só diversão, e você também, não vai ficar um pouco mais chateado por perder seu brinquedinho?
Será mesmo que as escolhas serão boas pra nós dois? Provavelmente. Mas eu prefiro evitar.
Eu queria, realmente queria, que você tivesse certeza do que quer. Será que se me escolher, vai ser certo? Tem certeza que deixar de ser dela, pra ser meu? Não seria melhor se fosse de todas, sem ter que mentir pra ninguém?!
Eu queria sua certeza, pra deixar de ser sua, ser minha, só eu, sabe como é? Sem a obrigação de te querer escondido, de te ter escondido, de ser sua, só quando ninguém vê, pra que você fosse meu, e sem essa de "ninguém pode saber".
Eu só queria te querer abertamente, pra saber se é recíproco, ou é só capricho seu.
Eu não quero te obrigar a escolher, não quero nem que você escolha, porque pode não me escolher, e podemos perder o que já temos, se é que temos alguma coisa.
Não tenho certeza se quero que você queira ser só meu. Não quero que você tenha certeza que quer deixar de ser dela, pra ser meu, deixar de ser 'vocês' pra ser 'nós'. Prefiro a sua incerteza, porque é só o que tenho também.

sábado, 31 de julho de 2010

Mr. Confusion


Era estranho pra Sophia. Tudo que lhe restava era um coração e uma pureza quase violada, e ele apareceu, ou melhor, se destacou, tão atraente e comprometido.
Tendo os olhos tão oblíquos e um sorriso que a deixava um pouco mais vulnerável. Ele a via, e tratava de um modo que talvez a convencesse de algo que sentisse, ou não. Ele lhe segurava as mãos, tocava seu rosto, abraçava-a com tanta urgência e aflição, que Sophia quis achar que era saudade. E talvez realmente fosse, mas acho que ele diria que não.
E era incapaz de deixar de pensar nas brigas que poderiam ter, no tempo em que permaneceriam abraçados, falando sobre ser um casal, ou quaisquer outros assuntos triviais. Imaginando como seriam felizes se não fosse o fato de existir outro alguém.
Mas acho que de um jeito estranhos, eram felizes, mas o medo de serem expostos e a culpa que vem depois, os torna um pouco taciturnos, quando não dispõem da companhia um do outro.
Mas eles se gostavam, claro que de modo desigual, porque ela era só dele, e ele nem era dela, mas era recíproco, creio eu.
Sem saber ao certo se é vaidade, vontade, desejo ou algo sincero. Mas causava alegria, euforia e incessante volúpia. Mas de modo incoerente ou não, ele a fazia feliz, e ela queria fazê-lo também.Porém, sabia muito bem que era a única que tentava. E o maior problema era esse, ela gostava dele, de um modo obviamente destrutivo.
E agora, ouvia músicas que nunca gostou, que falavam sobre um mundo que ela nunca quis fazer parte.
Não fazia questão de estar ali. Não queria vê-lo partir. Não queria ter que partir, não tinha escolha, ou opção, era só o que sabia sentir.

>> http://letras.terra.com.br/beeshop/942579/traducao.html

#Sophia não quer ser uma ostra sem pérolas.. =/

domingo, 18 de julho de 2010

Nosso Tempo.

E o tempo passa, e já faz tempo que te conheci. Tempo desde que comecei a te querer pra mim. E hoje faz ainda um pouco mais te tempo que fomos um do outro, não sei você, mas tudo o que eu tinha, era seu.
O meu olhar fitando os seus olhos, que sempre vi tão calmos e serenos, mas que vezes ou outra me fizeram chorar.
O que me deixou tão distante, desconfiada e taciturna, foi a nossa promiscuidade, que me inundava de um sentimento inconsequente em prol de um capricho incoerente.
Fomos nós mesmos que nos fizemos feridas tão permanentes?
Foi equívoco seu, não cumprir as promessas, ou meu, por acreditar?
Foi maldade sua, querer meu amor em conserva?
Perdoar é mais fácil do que esquecer, e eu esqueci, e por uma noite acreditei, que o que você tinha, era meu também.
Faz tanta falta o que sentíamos, ou fingíamos sentir. Disso e de você.
E toda essa comodidade não passou de ausência. E eu queria conhecer seu afeto, sua saudade, seu carinho, para acordar, e me encontrar, Trazer de volta ao menos os momentos mais felizes. Porque tudo o que eu tinha, ainda está contigo.
Mas se não se incomodar, queria de volta, porque faz tempo que deixei de te querer.E vejo que o nosso tempo, agora, não é mais. Porque prefiro a segurança de não mais, de tempos em tempos, te querer de volta.

sábado, 3 de julho de 2010

Sobre ter..

Eles brigavam demais, mas se amavam. Tinha uma energia muito boa entre eles, passavam a imagem quase perfeita de um casal feliz.
Se viam a cada duas horas, e nem mesmo a monotonia de estarem sempre perto os deixava entediados de se fitarem a todo momento.
Desde o momento em que ele sem querer, esbarrou nela, e foi amor a primeira vista, ou a ao primeiro toque, e se amavam, a cada dia, as vezes ferozmente, ou delicadamente, se amavam, e seguiam assim, porque o que sentia ultrapassava as barreiras do que eles chamavam de perfeito, o amor não eh perfeição, a perfeição é criação dos homens, o que existe é o esforço, e eles se esforçavam para serem o melhor, um para o outro.
E foram tantas as vezes que ele a deixou, com a cabeça recostada no travesseiro, com sonhos tão delirantes, e se perdeu na janela.. em meio a fumaça do cigarro que ela odiava.. apesar de cultivar o mesmo vício, ela preferia o gosto de menta o gosto de algo que ela sabia que os ia matar.
Mas era um amor sincero, ele se prendia aos métodos de uma vida quase saudável, regada a sucos naturais e verduras, enquanto ela se perdia e preferia vodka e biscoitos recheados. E se houvesse um fim, eles queriam que restassem ao menos lembranças boas ao invés de somente saudades, e tudo o que ele disse à ela, na noite em que a deixou pra sempre, mesmo sem querer, foi que o amor que sentiam, ultrapassariam as barreiras daquilo que inocentemente chamavam de vida, e ela soube, que aquele abraço ao pé da cama, era o último, porque ele brigava não por ela, mas por ela, porque ela, não queria mais, e ele ainda esperava muito.
Ela queria mais liberdade, e ele esperava mais amor, e por fim, ela chorou, porque ele a compreendeu, e por amor, a deixou, com raiva e pesar, mas deixou, e o coração que se apertou foi o dela, por perder tanto amor assim, de uma vez..
Ela tinha a mente no lugar, e o coração nas mãos dele, tudo que tinha era um vazio no peito, e lágrimas nas maçãs do rosto. Ele não quis terminar, preferiu só partir. Porque ela havia jogado o amor dele no chão, no entanto ele, ainda mantinha intacta a lembrança do som da risada dela, e o coração que ela havia inconscientemente entregue à ele, nas mãos.