quinta-feira, 18 de março de 2010

Sobre as cartas


Desacreditei do amor, declarações são menos do que nada, flores são só vegetais que atraem abelhas.
Se é platônico, não é amor, é paixão, dissabor, dói, não é amor, é comum.
Cansei de sentimentos unilaterais.. amar sozinho requer esforço, machuca mais.
Me apaixono fácil e me proponho a monotonia dos relacionamentos ainda mais depressa. esqueço de amar, e deixo pra lá.
Encher o coração de sentimentos de afeto e esvaziar, de repente, deixando-o desesperado, encolhido em meio a tanto espaço.
A ausência dói mais, por mais nociva que a presença seja.
Só resta vazio e dor.
Agonizando a perda de algo que nunca foi meu.Desacreditei do amor. Chegando por fim ao destino das emoções abandonadas.
Cartas jamais enviadas, escritas e guardadas sem destino.
Dizendo o que deveria ter sido e não foi.
Lamentando a ausência do amor que me escorregou entre os dedos.
Palavras raivosas, apaixonadas,arrependidas e solitárias.
Querendo mostrar que sinto saudade, ou repulsão.
Palavras soltas, dentro dos envelopes, sem sentido nenhum pra quem não faz parte da história, mas que doem fundo no peito dos envolvidos..
Que por covardia de um dos lados, em algum momento têm o destino triste de ondularem em meio ás brasas em recipientes de porcelana..

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Pra ser amor...


Pra que pudesse ser chamado de amor tinha que ser recíproco.
E de algum modo, mesmo que controverso, tinha que fazer bem.
Porque o amor é compreensivo, confidente, fiel e leal.
O verdadeiro amor é sincero.
Pra ser amor tinha que ser extremo.
Mesmo com brigas e desentendimentos tinha que trazer algo de bom.
Tinha que curar feridas e esconder memórias,tinha que causar, mesmo que no fim, alegria.
E eu só sufocava, chorava, e meu coração gritava pedindo pra parar, era tortura, e era ruim, por mais que eu me esforçasse pra acreditar que não era.
Porque, meu bem, pra ser amor tinha que de algum modo, por mais masoquista que fosse. causar bem-estar.. e eu não sentia.
Você estava a cada dia mais feliz, e eu mais chata, e fraca. Incapaz de lidar com a situação.
Pra ser amor, não deveria ser unilateral, foi assim.. mas não deveria.
Tinha que ser indolor, platônico e estranhamente feliz.. seria assim, se desde o inicio não nos machucassemos, lutando pra ser mais do que éramos, porque sim.. nós erámos amigos...e seriamos ainda, se não fosse a ambição de ser mais do que era possível.

Não, não era amor, era paixão, e passou..

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Antimonotonia

Isso não te incomoda, a incerteza da fidelidade, a probabilidade da deslealdade, as mentirinhas brancas e a carência,não te incomodam? A frustração de ter tão perto e te sentir distante?
Quando a gente quer, dá um jeito, se esforça, torce pra dar certo.
Flertes apaixonados, sem olhos acostumados, com olhares dispostos e carinhos mal-intencionados. Será amor(ou quase isso) ou só desejo? É vontade de estar próximo e ter por perto.
Como nos levar a sério, diante de um histórico emocional tão extenso, promíscua, pode-se dizer até trágico, e corações emocionalmente contrastantes?
Ser seu amor, a sua garota fovorita, a mais querida. A paixão mais marcante da vida, o antídoto da sua melancolia e seu único remédio anti-monotonia...


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texto antiiiiiiigo, mas que tem tudo a ver com o que to vivendo agora, é difícil aceitar, mas sempre me envolvo com o mesmo tipo de história..

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010


Promessas forçadas feitas na alma de uma criança confusa.
Grandes ilusões que emergiam na mente da garotinha abandonaada e esquecida
Sozinha na multidão
Com o coração acorrentado aos pensamentos de quem ela ainda sente muita falta
As luzes caem, ela desrespeita as regras que deveriam durar pra sempre
O amor era a única dor que havia ali..
A emoção secreta de sua mente no silêncio da escuridão, ela o encontra novamente
Eram mais do que crianças orfãs, eram amantes..
Tinham cada segundo como se não fosse eterno
Um amor que havia nascido na solidão
Nasciam dois cadáveres abraçados e duas almas livres
Teriam, mesmo que em morte, o romance que lhes fora negado em vida

sábado, 9 de janeiro de 2010

Exista!


Hoje quando acordei, a primeira voz que eu ouvi foi a do meu pai, meu pai tão ausente, que nunca me liga, me ligando pra dizer que viria me ver.
Isso me fez pensar na importância das vozes pra mim, tem aquelas que só eu ouço, e converso, e eu as amo, de verdade, são confortantes, eu não me sinto sozinha nem nos mais fortes momentos de solidão.
Eu só fico escutando, conversando, ou ignorando o silêncio e ouvindo o som da minha própria voz, me olhando no espelho, querendo uma imagem pra encarar, e eu tinha, uma garotinha frágil e insone.. sempre lá..

Mas hoje, hoje foi diferente, a voz do meu pai em acordou pra realidade, eu não era mais criança, eu cresci, tenho corpo de mulher, voz de mulher, vida de mulher e eu tenho só 16 anos.
Eu acordei, eu percebi que não sou tão boa e que eu me apaixono só pra não ter que ser ainda mais semelhante à minha amiga que se mostra sempre tão fria.

Eu sou promíscua e por vezes fútil e hipócrita, eu sou assim, por mais que eu não queira..
Agora eu só queria pedir uma coisinha pra ele, aquele que vai me tirar dessa vida infeliz e me fazer mais sensata, que vai jogar na minha cara meus erros e dizer que ama.. eu quero pedir pra ele, uma coisa simples:

Por favor meu amor, exista, exista e me escolha pra ser sua garota, porque eu não sou nada quando estou sozinha, e eu ainda sou muito pouco enquanto você não aparecer pra me ensinar a ser mais. Mesmo que você não chegue num cavalo branco, ou num volvo prateado, pra mim, basta que você exista e me ame..

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

De repente, não mais que de repente

Eles eram um casal feliz.. não um casal exatamente.. mas eram felizes..
Ela acordava com um som da mensagem que dizia 'Eu te amo' e ele dormiu ao som da que dizia ' Eu também'.
Tinham afinidades, inúmeras coisas em comum, tinham amigos em comum, uma vida em comum, o relacionamento em comum, eles eram em suas mentes tudo aquilo que deveriam ser.
Ela tinha a mente presa à ele, ele a dele presa a ela, eles se amava, sim, era amor, não daqueles de tirar o folêgo, mas era amor..

Quando juntos tinham uma ligação quase que inebriante, suas palavras soavam como poesias, cada adeus era uma dor que se estendia até o momento de um encontro que poderia não acontecer, e acontecia, viviam na incerteza do dia seguinte, e sim, eles eram felizes.
Ela era jovem, muito jovem, ele também, tinham que ter muita vida ainda pela frente, tinham que ter muito amor pra viver, momentos a validar, beijos a dar, brigas a criar, reconciliações e quem sabe um fim.
Sim, eles tinham tempo, tinham que ter.
Mesmo que não fosse pra sempre, tinha que ser bom, muito bom, tinha que ser memorável, era um amor infantil, pueril, baseado em mãos dadas e olhares apaixonados..

Estavam juntos, tudo levava a um ultimo suspiro.. e foi o que houve.. e ela partiu..
Eles se conheceram quando ela tinha 15 anos, e ele sempre soube que ela partiria um dia..

I Miss Everything..


Eu sempre tive medo de sentir saudades, de sentir saudades...
Eu tinha receio de perder ou ter que abandonar e o estágio seguinte era a saudade, lembrar dos momentos felizes, e perceber que quer mais, mais uma dose dessa alegria arfante.
Sentindo falta da tarde com as amigas, das noites, das bebidas. Das brigas com a irmã, de um abraço de mãe.
A minha saudade vem do medo de esquecer, e ser esquecida. Existe porque se tem medo de perder e perceber que só tinha por capricho.. ou então que era essencial e que não há como ter de volta.
Quero de volta meus momentos, do que eu sou nesses momentos, e como esses momentos são felizes..
Quero tudo de volta.. ou melhor.. quero tudo preso e colado a mim, não quero perder meus amigos, meus gritos, insultos e afins..
Quero permanecer chorando por ter demais, não quero ter que sentir a falta, quero a onipresença. Eu quero sede de carinho e vida.
Eu não quero sentir saudades, saudade cansa.. e eu esqueço..
Mas.. eu não quero esquecer..

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Por favor..Cativa-me


E foi assim sabe, eu estava lá, ele também, mesmo depois de tudo o que tinha acontecido, eu senti que era o momento de estar ali, com ele, como se fosse a primeira vez em que estávamos juntos, não precisava ser perdoado, eu sentia que tinha que esquecer tudo aquilo que havia nos separado da primeira vez.
E parecia ser certo daquela vez, do jeito que deveria ter sido, sem a pressão dos amigos e dos casais ao redor, era sincero, e ele realmente estava valorizando o momento daquela vez, é como se ele sentisse falta de mim, de me ter por perto e isso era confortante, e me deixava feliz, muito mais que feliz, extasiada.
E agora tudo parecia difícil de dar certo, mas eu não sei porque, esperava e queria que desse certo,mais do que na primeira vez, eu realmente estava envolvida de um jeito não pueril, não esperava nada de mais, mas ficava com cada palavra que ele dizia e guardava-as na mente como cada instante que não consegui registrar na memória.
Consegui me arrepender do que que tinha feito, mas eu não me senti mal, porque ele fez com que eu me sentisse bem, eu vi que ele não tinha a intenção de brincar comigo de um jeito que me chateasse mais do que traições.
E guardava cada conversa como se fosse uma carta, eu estava feliz, mesmo sozinha e sem liberdade, eu estava feliz, porque o tinha, não porque ele estava comigo, mas porque éramos amigos de novo, e mesmo que isso não significasse nada, era bem melhor do que não conseguir olhar pra ele.

domingo, 22 de novembro de 2009

Selo ;D


Meu primeiro selo.. Recebi do 'Anjo Torto', mas acho que não posso mandar de volta, mas valeu Rívia..
Tenho que responder:
Eu já: menti
Eu nunca: me procupei com a diferenças entre mentiras e omissões
Eu sei: diferenciar as coisas
Eu quero: saber mentir, sem magoar, e diferenciar sem julgar
Eu sonho: eu não ter que diferenciar as coisas pra entender o que for
E indicar 5 blogs:
Cacos Avulsos- Giovanna http://cacosavulsos.blogspot.com
O gato que ri- Gabriella http://ogaatoqueri.blogspot.com
Alice no páis das armadilhas- Hamony http://alicenopaisdasarmadilhas.blogspot.com/

'Lucky I'm in love with my best friend'


Essa é verdade, a felicidade expulsa o ar dos pulmões.. É a mais sincera (e pura?) euforia, tão esfuziante de paixão recém-nascida. É assim.. ela não se cansa de olhar para os olhos dele, mesmo que por reflexos. Sem obrigações ela se sente feliz. E ela gosta do toque das mãos dele, e do modo como ele age. Ela gosta, se apaixona, como se por mágica, a cada dia.. E vêm gostando dele a dias demais, ela não deveria, mas é o que ela faz, ela sente saudades, sente o coração pesado de tanto carinho, que supostamente sente por ele, sem ser a obrigação de estar com alguém, e sorte a dela gostar de estar com ele, ele é seu amigo antes de ser sua nova paixão.
Ela sabe que não é assim, recíproco nos pequenos detalhes, ao contrário, é platonicamente cruel, mas ela espera que seja sincero, ele tem fé que é. Ela sabe como é se iludir com o que não existem, e criar sentidos ambíguos pra tudo o que ele diz.. Ela vive, simplesmente vive, e no momento, vive pensando nele.
Ele porém, não sei pensa nela, se não pensa, tem que se esforçar pra fingir que o faz. Ela pode ser promíscua, e carente, mas não é tão frágil e vulnerável, têm príncipios e orgulho.
Mais do que pecados, ela tem coração, tem amor, que por mais em prantos permanece, insiste, em continuar correndo atrás de uma felicidade maldita, que ao invés de fazer feliz, foge.